moacir-saraiva

É muito bom ver cenas inusitadas, elas ficam cravadas no nosso cérebro, após passarem pelas retinas e todo os demais órgãos do sistema visual. No entanto, há cenas cuja presença seria dispensável, seja pela tristeza que ela traz ou o comprometimento nefasto queprovoca em quem a vê.

Muitas delas, seria bom que não ficassem apenas nas retinas, e sim fossem registradas para a posteridade. Alguns fotógrafos ou cinegrafistas conseguem se projetarem até internacionalmente por estarem no lugar certo e na hora exata de uma cena inusitada e eles registram em suas engenhocas.

Há uma foto que os estudantes do mundo inteiro já se familiarizaram com ela. Um sujeito com a língua de fora. Só que é um moço com projeção internacional. E para a felicidade de todos, havia um fotógrafo por perto e fez o registro. Em 14 de março de 1951, o sujeito completava 72 anos, e na festa em que o físico e cientista AlbertEinstein estava festejando este aniversário, o fotógrafo da United Press International – UPI – pediu que ele sorrisse, em virtude da celebração do momento festivo. Einstein encarouo sujeito, arregalou os olhos, franziu a testa e colocou a língua para fora, o fotógrafo registrou a cena. Hoje, quando se fala no criador da Teoria da Relatividade e no ganhador do prêmio Nobel de Física de 1921, vem logo a imagem do homem com a língua de fora.

Aí foi uma obra do acaso e que teve um efeito positivo, inclusive o Einstein gostou tanto da foto, que ele mesmo a distribuía para os amigos. Em outras situações, há registros que ganham grande repercussão mas de infortúnios de degradação como é a foto da explosão da primeira bomba atômica em 1914, no Japão, na cidade de Nagasaki.

Havia um sujeito morador de uma comunidade de pescador e muito respeitado entre seus pares. Sua fala era ouvida e acolhida tanto pelos de sua idade como também pelos novos. Certa feita, ele começou a reclamar, nas rodas que frequentava de mau cheiro dentro de sua casa. E, segundo ele, já tinha usado todo o seu conhecimento para identificar o objeto, dentro de casa,que exalava este mau cheiro e nada havia descoberto. Fez uma varredura em todos os cômodos da casa, que eram poucos e pequenos, aindaassim, não conseguira seu intento.

A esposa pegou o filho e saiu de casa. Voltando para a casa do pai, ele, então, recorreu aos amigos para se livrar do mau cheiro e a esposa retornar ao lar. Estes se comprometeram a ir na tarde seguinte para o mutirão  defenestrador da fedentina. Pela manhã, já próximo ao meio dia, o sujeito, pela última vez, tentou sozinho, guiado pelo faro, encontrar a matriz da fedentina e mais uma vez ficou frustrado por não conseguir seu intento. Cansado, colocou seusbraços no parapeito da janela e ficou olhando para o tempo e respirando um ar mais puro.  Ainda repousando no portal da janela, quase dormindo , ouviu um barulho brusco no telhado, arregalou os olhos e viu algo voando de lá, conferiu e viu que se tratava de um urubu carregando um gato morto. À medida que a ave preta se afastava carregando o alimento, o mau cheiro desaparecia. Quando o urubu ficou bem distante, a casa voltou a ter um cheiro agradável.

Logo, logo, os amigos chegaram para o mutirão e o anfitrião relatou o acontecido. Os amigos se olharam mutuamente, uns desconfiando, outros não, deram meia volta e se retiraram.

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