moacir-saraiva

“Inédia é a suposta possibilidade de sobreviver sem alimentos – nós aprendemos a, assim como as árvores, fazer fotossíntese.
Respiratorianismo é um conceito relacionado, que afirma que comida e até mesmo água não são necessários e é possível viver somente de prana (a força vital do Hinduísmo),ou, de acordo com alguns, se alimentando de luz solar.
Alguns respiratorianos se submeteram, durante muitos dias consecutivos, a testes médicos rigorosos em hospitais, incluindo muitos exames para verificar o estado de saúde do examinado, e também com câmeras filmando-os todos os dias, durante as 24 horas para garantir que nada fosse ingerido durante todos os dias em que estavam sendo testados e examinados no hospital. Um destes respiratorianos é Prahlad Jani (um indiano que alega não comer e não beber nada há 67 anos). Prahlad Jani foi submetido a testes em 2003 e em 2010, mas os resultados obtidos foram considerados confidenciais e não foram publicados em jornais científicos. Outra pessoa que passou pelos mesmos tipos de testes, com supervisão médica, foi Hira Ratan Manek, que é outro indiano, que alega viver sem comer e que se alimenta da luz do Sol. Esta suposta técnica de se alimentar da luz do Sol é chamada de SunGazing.”
Quem se alimenta de sol já tem um precedente histórico arrolado acima, no entanto o fato que vi, talvez, seja o primeiro e certamente abrirá um novo capítulo da ciência alimentar. Era um garoto com seus dois anos, magro, no entanto muito serelepe e pelo que se via, alimentava-se como todos os humanos, exceto aos dois indianos que utilizavam o método SunGazing.
Um dia, o menino, provavelmente, incorporando deuses indianos teve um comportamento muito estranho para aqueles que o circundavam, excetuando sua genitora que estava ao seu lado. Pois esta o conhecia muito bem e sabia de seus costumes e gestos, assim, nada vindo dele conseguia impressioná-la, tampouco ela não atribuía a deuses seus comportamentos “estranhos”. Já passava do meio dia, e o menino com a família enfrentara uma viagem nem longa, mas também não curta, um trajeto marrento, pois se depararam com adversidades na estrada. Isso prolongou o tempo previsto e causou cansaço nos passageiros, especialmente na criança. A ela não foi dado o lanche na hora prevista em virtude do atraso da chegada, assim a criança estava amarela e agoniada de fome, mas uma criança resignada, não chorava, mesmo passando muito tempo sem comer.
O veículo, levando a família e outras duas pessoas amigas, se aproximou de uma churrascaria e de lá vinha um cheiro de churrasco muito forte. Os amigos começaram a observar com atenção o gesto do guri, ele mastigava o ar e o engolia como se estivesse saboreando algo muito gostoso. Fez isso repetidas vezes, após esta sessão de se deliciar com o vento, o menino ficou tranquilo e os dois amigos ficaram impressionados com o garoto, ainda mais que conheciam os hábitos dos respiratorianos.
Para matar a curiosidade, perguntaram à mãe sobre este hábito da criança de se contentar em engolir o vento. A mãe sorriu bastante e respondeu dizendo que seu filho tinha o hábito de toda vez que sentia cheiro de comida começava a mastigar como se estivesse comendo o alimento do qual ele sentia o cheiro. E concluiu sorrindo muito deste gesto estranho do filho.

 

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