Dácio Monteiro-Verbete

Elementos congêneres dos quadros que formam a nobre causa política continuam agindo nos delitos, machucando milhões de brasileiros e promovendo sentimentos de revoltas nas pessoas notadamente as mais humildes, segmento que reflete sofrimento com origens nos golpes aplicados na economia interna impiedosamente destroçada.

Neste instante, um novo componente pouco perceptível para boa parte da população ainda atordoada por turbulências inomináveis, patrocinadas por militantes travestidos de autoridades revestidas de foro privilegiado, com visões intrínsecas nos altos valores contratuais dos investimentos públicos dilapidados sempre em horários convenientes para propinas.

O instrumento implícito nestes melancólicos eventos tem o nome de “delação premiada” contemplando delinquentes elevando a condição de inocentados mesmo com atributos promíscuos articulados, mexendo nos controles internos e deturpando ambientes fiscais durante vários anos, assustando a opinião pública pelo tamanho da anistia concedida.

O veneno proliferado nas cercanias das áreas de decisões gestoras a níveis soberanos da administração federal, pulverizou índices enormes de viroses corruptivas em todas as vertentes por onde circulavam e circulam pecúnias públicas, tornando este território um refúgio magistral para práticas indecorosas com nossos recursos.

O confinamento das figuras delituosas mais que necessário para corrigir rumos imprudentes concorrentes à vanguarda extorsiva, aos recentes aliados engaiolados pela justiça brasileira delirantes no estado psicológico diante dos fatos concretos “Bangu 8”, chique área reservada para estrelas da constelação dos políticos mais requintados do planeta.

Pressupostos anseios destes detentos agora recebendo tratos compatíveis com os crimes cometidos, até então responsáveis pela coerência e boa conduta na aplicação dos recursos, utilizados aos toques sutis imorais em altas dimensões nas farras, compras de joias e relógios caríssimos, sapatos para serem tocados em tapetes vermelhos formando mais outro indescritível golpe ao país e nossa gente.

A figura da “delação premiada”, mesmo obrigando os réus a devolverem parte da fortuna saqueada, avaliada pelo prisma da crueldade transferida para as populações em especial as mais carentes, o produto apropriado  pelos astros da propina é infinitamente agressivo, visto que o patrimônio construído pelos algozes do numerário público deixa-os sob efeitos do  maneiro sossego futuro.

Todavia, a grande maioria dos peregrinos brasileiros amargam situações desesperadoras em função dos imensos desvios realizados, compostos por supostas celebridades do contexto elitista até porque classes sociais populares, não contam com flexibilidades para acessos a poderes ou comandos dos órgãos de controles da nação.

Estes obsoletos paradigmas em processo de extinção, escorados nas evoluções sociais populares lutando por mais medidas nas frentes de convocações e mobilizações pelas razões óbvias dos últimos resultados eleitorais aqui no Brasil, onde lideranças sucumbiram sob a chancela de incapacidades gestoras para conduzir processos de aplicações saudáveis de recursos e tratos transparentes com as massas.

Referências de comandos executivos inoperantes, credenciaram novos valores supondo nós, que focados em revelar para as comunidades modernos padrões inclinados a provir credibilidades sedimentadas nos primórdios afastados da impessoalidade, deverão conduzir a nova ordem econômica/administrativa/financeira com a segurança universal em vigor.

*Publicado na edição impressa nº 604, do jornal Valença Agora

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