carlos-magno

O cidadão ou a cidadã, liga para a GVT. Perguntam o CPF. Na SKY é a mesma coisa. Para qualquer instituição: perguntam o CPF. Sem CPF não existimos. Somos como os fatos que não estão nos autos. O que não está nos autos, não está no mundo. E para estar no mundo tem que ter um número. Uns números. Milhares de números acoplados. O indivíduo não existe. Existe o número que o identifica. Mas se fosse só um número ainda seria mais tolerável. Mas são toneladas de números. Bem que poderia ser só um.

CPF, Título de eleitor, Carteira de Identidade, Certificado de Reservista, Carteira de Trabalho, Carteira do SUS, Carteira de Motorista, Cartão de crédito, Cartão do Seguro de Saúde, Crachá do Trabalho, Passaporte, Carteira de Vacinação, CEP, número do celular, do telefone fixo e deve haver mais. Claro que há. Se pode piorar, pioram. E cada carteira dessas tem um número. Cada uma um número. E cada número imenso. Esmeram em dar números grandes. É uma tortura. O indivíduo fica imerso em um cipoal de números. Números. Números. Sim, ainda há as senhas. Senha do cartão do banco, da conta corrente, do cartão de crédito, do computador, do Facebook, do Yahoo, do .. Sei lá! E há muito mais senhas. Muito mais. O cipoal só aumenta e enleia.

Será que não daria para simplificar isso tudo? Uma coisa como um CPF que englobaria tudo? Exceto, talvez, os números que estão diretamente associados à segurança de dados? Um número único. Uma carteira universal. Seria a libertação. A alforrria. Uma carteira de identidade que contivesse toda nossa vida numérica. Aleluia. Salve, oh, Glória. “Vou beijar-te agora, não me leve a mal, hoje é Carnaval.” Meu abadá é número 0076589-2347650-F\UrTHMOMO76590. Decorei.

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