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(Amália Grimaldi, de Melbourne, Austrália. 2016)

 

codex1Durante a Idade das Trevas, o homem culto, que preferia vida tranquila no estudo, refugiava-se em lugares eclesiásticos como claustros e igrejas. Dedicava-se muitas horas à leitura de livros manuscritos. Os monges, no silêncio peculiar do claustro, fizeram cópias de livros para bibliotecas. Alguns para uso da comunidade.

Os métodos dos escribas monásticos, diferiam, segundo a época e lugar. Geralmente esses intelectuais trabalhavam no “scriptorium”, ou seja, no escritório do mosteiro. Com o tempo o homem seguiu utilizando materiais experimentais. Tudo isto, não somente atendendo à prática teológica, mas com a sábia intenção de registrar seus conhecimentos e descobertas científicas.

codex2Antigos grupos humanos, acostumados com o emprego de pictogravuras, compreenderam a vantagem de associar símbolos a objetos ou ideias. Assim, esses desenhos foram tornando-se ideogramas, e estes por sua vez, alcançaram a escrita fonética.

A invenção chinesa de tipos separados antecedeu a experiência de Guttenberg.  Quatrocentos anos antes, o inventor chinês Pi Sheng, usou tipos de argila cozida, madeira e bronze. Guttenberg inventa a tipografia no século quinze. A sua obra máxima, “A Bíblia de Gutenberg”, foi o primeiro volume impresso na Europa. Mas, o primeiro livro impresso em Portugal, em 1487, seria uma edição das escrituras sagradas, e saiu das oficinas tipográficas de D. Samuel Porteiro, um sábio judeu que vivia na província de Faro.  Curiosamente, não em português, mas em hebraico!

codex3A indústria e o comércio do livro se expandiram primeiro sob a forma de um rolo chamado “volumen”. Posteriormente, o processo de empilhamento de folhas de papel deu origem ao códex. Sobrepostas, e unidas uma às outras eram então, dobradas e costuradas. Formavam um códex. Esta prática ancestral deu origem aos livros de hoje. O método antigo de juntar as folhas através da costura, se bem que muito antigo, é bastante resistente e ainda é usado em livros de documentação oficial.

A escrita manual, em caligrafia caprichada, ainda se vê em cartórios. Também em mosteiros e boticas tradicionais. No museu do Convento dos Beneditinos, em Salvador, encontram-se manuscritos admiráveis, contam parte da História do Brasil. Vale a pena visitá-lo. Estive aí antes de deixar o país. Na capital baiana, informação histórica preciosa e registro relevante de história universal, ainda guarda este convento secular, a Igreja de São Bento. Vale a pena conhecê-lo.

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