Um som com uma estética baseada no cancioneiro regional, e uma influência da música africana Os Aimorés lutam com o poder da musica contra todas as formas de opressão, que seja o racismo, a homofobia, o machismo, contra a cultura do estupro.

Os componente da Banda :

Bateria: Marcus Soledade
Baixo: Caio Almeida
Guitarra: Kiko Santana
Percussão: David Willyam Troina
Voz e violão: Zai Pereira

O jornal Valença Agora entrevistou  Zai Pereira, a voz e o violão da banda:

Jornal Valença Agora: Como nasceu Os Aimorés ?

Zai Pereira : Os Aimorés nasceu em Valença, no sitio cultural Estância Verde! O nome dos Aimorés surgiu assim: Sou professor de historia e solicitei para meus alunos uma pesquisa sobre os primeiros habitantes de Valença e um dos alunos trouxe uma pesquisa que explicava que os primeiros habitantes de Valença seriam “Os aimorés”,  mais ele errou,  não falava de Valença na Bahia mais de Valença no Rio de Janeiro . Ele não leu a pesquisa ele pegou na internet copiou, colou, imprimiu e deu para mim!

Contei essa historia para os amigos da banda , gostamos do nome e do significado dos Aimorés.

Os Aimorés fala de história indígena, de resistência e de um grupo que foi dizimado do Brasil .

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Jornal Valença Agora: Faz quanto tempo que vocês tocam juntos?

Zai Pereira: A banda se formou há 5 anos atrás, nessa nova formação todos os integrantes são valencianos, nossa cidade é pequena, já nos conhecemos há tempos. Cada um tem sua personalidade e agrega muitas energias boas para a banda. A alguns anos atrás trabalhávamos juntos em um projeto chamado Musicalizar, passávamos de escola em escola falando sobre música durante a ditadura militar, durante esse projeto fui conhecer vários músicos. Essa época foi muito criativa para a banda !

 

Jornal Valença Agora : Quem escreve os textos ? Qual são as temáticas das músicas?

Zai Pereira : As músicas são minhas. São 14 composições, duas são parcerias. Uma com o Kauã, a outra  é a trilha sonora de uma peça escrita por Otávio, tenho muito respeito e admiração para o trabalho de Otávio .

Com nossa música defendemos questões humanistas, temos músicas de protestos que questionam problemáticas da sociedade e questões políticas, obviamente temos uma orientação crítica e partidária de esquerda, nossas músicas valorizam as ações solidárias como a  filosofia africana ubuntu. Uma temática também forte de nossas músicas é nossa identidade Afro-brasileira e indígena. Com nossa música lutamos ativamente contra o preconceito e o racismo. Somos contra todas as formas de opressão, que seja o racismo, a homofobia, o machismo, contra a cultura do estupro.

Em Julho vamos lançar nosso primeiro CD!

 

Os aimorés por Adriano Pereira

“Chamam-se Aymorés, a língua deles é diferente dos outros índios, ninguém os entende, são eles tão altos e tão largos de corpo que quase parecem gigantes; são muito altos, não parecem com outros índios da Terra.

Possuíam o costume de depilar totalmente o corpo raspando com uma “navalha” de taquara o cabelo da cabeça. Viviam peregrinando pela floresta, sem casa, sem conforto e sem agasalhos. Dormiam no chão, pois não tinham conhecimento do uso da rede e conta-se que, quando chovia, procuravam refúgio na copa verdejante das árvores.

Na guerra dos aimorés não havia nem chefe, nem borés, nem trocanos, nem guerreiros procurando lutar frente a frente. Pelejavam rastreando pela mata, como sáurios, e armando emboscadas em pequenos grupos.

Quando caíam prisioneiros recusavam-se a comer e quase sempre morriam de inanição e talvez, também de saudade da vida liberta que levavam”.

 

 

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