Dácio Monteiro-VerbeteAproxima-se o momento épico, em que as comunidades do nosso Brasil, irão receber o raríssimo direito de derramar nas urnas, os protestos, aplausos, críticas ou mesmo aprovar o conjunto de irresponsabilidades espraiadas por esta amada pátria brasileira, digna para receber votos conscientes, cristalinos e livres de compromissos espúrios.

Instante histórico, na conjuntura política desta nação, após farta montagem de organizações criminosas, para lavar o dinheiro público, desbaratadas pelas autoridades jurídicas, reluzindo para os eleitores, grandes índices de crimes adotados, facilitando o nível racional da massa (povo), em proceder análises criteriosas sobre o momento e o voto.

As peculiaridades que envolvem o processo, revelam preocupações no eleitorado, pelas razões óbvias da contaminação genérica do estado físico endêmico e epidêmico, lambuzado pelas estruturas de cúpulas do sistema já punido, porém com reflexos contundentes, para chagar até o final do pavio em chamas. Na mitologia popular e seus fabulosos conceitos, em um deles “Peru Morre de Véspera”

Se estamos convivendo, em um período de eleições municipais, com ondas sonoras perturbadoras da ordem pública abusando dos limites, euforia natural dos grupos afloradas e os níveis de tolerâncias saindo dos controles, cabem aos mais prudentes e sensatos, manter equilíbrios no sentido de evitar que choques mais agudos explodam.

Para os mais afoitos, a ave símbolo do misticismo intuitivo, no processo político, para sacudir as plateias, consideram este ou aquele candidato, como alvo das manifestações, acusando-o de “Gluglu”, já temperado, para seguir ao forno e por fim a degustação, com palatáveis apetites da coligação vencedora, em nosso caso, já sinalizada para apagar a estrela.

Em municípios, onde o propinolulismo ainda resiste, por força de eleições passadas, a propensão intensa por mudanças, assumem níveis bem maiores, pelo total descrédito entre eleitores e o enorme despreparo e incapacidade gestora dos seus próceres, que mesmo com 03 (três) governos favoráveis que tinham, a prioridade continuava sendo má conduta e a prática do tapa buracos nas ruas, guardadas as proporções.

Com esta infame e saturada filosofia de gestão sem qualidades, as divulgações pela mídia dos golpes financeiros aplicados e transfigurados pelas autoridades de uma república podre, infestada por meliantes condenados, presos e com outros figurantes no gancho, este território agoniza para ajustar suas contas.

Atenta e determinada, a massa (povo), se lança às ruas e praças, com demonstrações de euforia, pelo acolhimento de nomes distantes desta sigla do populismo devasso, que sucumbiu a nação, mandando milhões de brasileiros para as imensas filas do desemprego, chaga que simboliza o fracasso da agremiação estrela, reluzindo agora na região glútea.

Diante das terríveis turbulências, deste emaranhado de ilicitudes, cabem reflexões profundas, no ato seletivo das preferências, combinadas com as esperanças de alternâncias nos poderes, movidas pela vontade popular de trocar os quadros políticos do país, e aqui Taperoá, não deve ser diferente, pela necessidade urgente de transformações.

A movimentação coletiva perceptível, a ave grossa, desajeitada e feiosa, de pescoço vermelho, com pouca mobilidade, demente e lerda, já se encontra na linha do sacrifício antes do resultado final. Nesta visão prudente e pelo ângulo de revelações, a letalidade do peru, o povo já decidiu, sentenciando morte por asfixia lenta, muito antes do pleito.

São as últimas aspirações, não só pela ave, também pela estrutura partidária rejeitada pelas pessoas, face aos distúrbios socioeconômicos e financeiros praticados, que arruinaram as bases construídas a anos, projetando os protagonistas às linhas investigativas da justiça brasileira.

*Publicado na edição impressa nº 596, do jornal Valença Agora.

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