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Pelo ângulo sutil da acessibilidade pura, singela e profunda, desta frase melódica, precitada no título, selecionada da canção de um dos poucos pensadores da cultura popular brasileira,(MPB), buscamos na iluminada inspiração poética, tentar entender as turbulências que castigam o planeta, viralizado em universo de chamas incandescentes, defluentes de extremistas aloprados, treinados para realizar chacinas.

Em visão conjunta, com nossos amados leitores, podemos extrair com infinita tristeza infelizmente, graus de brutalidades, que assumem proporções letais contra a humanidade, vingada indevidamente por ataques de facções criminosas, que discordam de ações dos sistemaspolíticos, vislumbrando nos extermínios de seres humanos, a forma estúpida de solucionar posições divergentes.

Um foco extremamente assustador para as populações, que ameaçadas e atormentadas, buscam abrigos, diante do estado cético e desesperador, promovidos por milícias da supressão de vidas, ávidas por retaliações capazes de incinerar o mundo, com filosofias conflitantes e cruéis, espalhando terror e medo, sem sequer debater ou discutir meios de convivências moderadas, compactadas sob a égide do consenso.

Imagens de desespero e óbitos, planejados e executados em locais de grandes concentrações, são projetadas pelas emissoras dos sistemas de comunicações, levando pânico as vítimas e telespectadores, com cenas de liquidações sumárias a tiros ou explosões de artefatos, presos aos corpos dos homens bombas, preparados para consumar homicídios coletivos.

Lamentável que, a revolução social universal, a tecnologia da informação (TI) e sistemas de democracias livres, espraiadas pelo planeta, tenham esquecidos de rebocar a paz e tranquilidade entre nações, estreitando cada vez mais, os caminhos para flexibilizar negociações, voltadas para neutralizar agitações, choques e destruições genéricas.

Na Síria, o genocídio assumiu proporções descontroladas, na França a dias atrás mais de 100 (Cem) pessoas foram mortas a tiros em uma casa de Show’s, no aeroporto da Turquia pouco menos de 50 (Cinquenta)perderam vidas, agora em Bangladesh, 20 reféns foram fuzilados, tudo isso em espaço de 90 (Noventa) dias, com articulações das organizações afinadas com o terrorismo internacional.

Neste cenário de horrores e massacres, que pulverizam sentimentos em todas as comunidades do mundo, aqui, respiramos graças a Deus, oxigênio mais puro, quando tratamos de violências desta natureza, padecentes de medidas urgentes para combater matanças.

Não menos receptivo, para os níveis sociais populares,QI’s com enormes manifestações poéticas afloram neste país, encantando platéias e levando alegrias e arte, encravadas em personagens do cancioneiro brasileiro, que através da habilidade das composições musicais, transformam ambientes carregados e revestidos de traumas em refúgios de meditações e sentimentos.

O título desta matéria, está inspirado na canção “Talismã Sem Par”, do Jorge Vercilo; quem sabe, em um daqueles dias de tréguas dos terroristas mais violentos, alguém possa aparecer nas trincheiras, embora remoto, executando ao violão, esta poesia musical, e ela possa tocar corações mais agressivos e sem amor, mexendo sutilmente nas voracidades dos confrontos, onde a rotina é matar.

Portanto, “Amarás ao próximo como a ti mesmo”, jamais esta parábola encontrará tanto impacto e sentido pacífico, para os momentos de conflitos sangrentosque dominam as nações. Tomarás esta toada, como instrumento reflexivo, deixando com o Sr. Jesus Cristo, a regência da sinfonia dos combates, que certamente ele semeará paz e fraternidade entre os povos, até porque,“Vindo Lá do Coração Percebe-se Pela Respiração”.

Dácio Monteiro

 

daciomonteiro@yahoo.com.br

Bacharel Pós Graduado Ciências Contábeis

Taperoá-Ba, 04 de Julho 2016.

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