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Vamos juntos, fazermos um breve relato, sobre este tema que mexe diretamente em nosso bolso, enquanto o Congresso Nacional, cuida de outra tarefa associada aos desvios dos recursos que arrecadamos, transformando a nação em oásis elitista de transgressores da ordem econômica pública, levando aos brasileiros angústias e sofrimentos.

Hum trilhão de reais, estratosférica soma dos tributos retirados da população, entre o período de janeiro a junho de 2016, conforme dados registrados pelo painel do Impostômetro em apenas 06 (seis) meses.

Significa que, dos 180 (Cento e oitenta) dias, vencidos do tempo precitado 153, nós peregrinos brasileiros, trabalhamos só para repassar diretamente para os cofres do Governo este assalto a faca, penalizando mais de 200 milhões de criaturas amarguradas, por saber que esta montanha de recursos, vão parar em mãos sujas do crime organizado.

Ao constatarmos esta enorme tragédia financeira, que conduz nação e povo ao desespero em busca de alternativas para sobrevivência digna, grupos articulados com trapaças, detonam este arcabouço fiscal cruel e perverso, subtraindo e agonizando indevidamente o país e seu povo,  mantendo compactas e sólidas estruturas, para viverem nababescos momentos, mesmo que apanhados lambuzados e melados.

Pilhados, são presos, visitam a cadeia por algum tempo, são libertados pelas manobras, com equipamento eletrônico, para mistificar a liberação, voltam ao paraíso encantado das origens facínoras, para  debochar de quem através dos tributos recolhidos, o elegeu bandido endinheirado para sempre.

Dolorido mais real, este comportamento, neste cenário de pavores insuportáveis, caminha a coletividade deste país, sem conhecer o tamanho do buracoe como pagar a conta, já anunciada que teremos medidas impopulares; é o sistema, tentando também mais uma vez, responsabilizar e punir o povo, para tapar rombos promovidos pelo elitismo insaciável.

Pouco singelo e muito menos simpático, o custo Brasil, continua sua saga infinita em arrecadar, arrochando pessoas e principalmente empresas; considerando raras atenções dedicadas às taxações, os brasileiros pagam inconscientes os tributos, em alguns casos mais de uma vez, em razão das exacerbadas e inconcebíveis medidas fiscais pertinentes. Vejam alguns casos:

Cascata, é o termo usado para as manobras tributárias que são imputadas aos consumidores. Imposto incidente sobre eletro doméstico (Televisor), veículos, computadores e outros, recebem aplicações fiscais sobre os componentes na linha de produção ou fabricação como queiram, produto acabado e na prateleira, outra taxação pela venda (Faturamento), sintetizando; Bi Tributação, ou seja, imposto mais uma vez em cima do mesmo produto, mercadoria ou bem, já cobrado na fase produtiva.

Um clássico e corriqueiro exemplo, o ICMS, chocante ainda mais, é aplicado e embutido os cálculos finais, considerando também os valores do PIS e da COFINS, que são entendidos como contribuições sociais, será? Este é um ataque letal. Imposto cobrado de outros impostos. Dá para aceitar? Tudo isso vale para o universo que elabora, produz e vende, imaginem a fortuna que é apurada todos osmeses.

Um trabalhador, que percebe salário de R$ 880,00 (Oitocentos e oitenta reais), remuneração mínima atual, não sai para a empresa, por menos de R$ 1.400,00 (Hum mil e quatrocentos reais), a diferença são acréscimos trabalhistas.

1.6% Do faturamento das empresas, é gasto com obrigações acessórias, 2.6% mil horas são utilizadas anualmente para acertar contas com o Fisco, 3.5% mil horas precisam ser acompanhadas, 60% dos tributos operam diretamente em cima do consumo (Carga Tributária) sobre vendas, 41% da renda anual das pessoas, vão para pagar tributos, custos totais com burocracias, logísticas, encargos trabalhistas, tributos e as demandas judiciais, são repassados aos preços.

Em consequência, o consumidor paga tudo, até porque, a Justiça é o caminho para reclamar direitos seja lá de que forma for. É uma cadeia de penalizações silenciosas sobre a sociedade consumista, que é a imagem fiel de um povo eternamente sacrificado, para cobrirlavagens e falcatruas com as pecúnias públicas, promovidas por V. Excias; autoridades e políticos.

Este conjunto de violabilidades aqui arguidos(as), são elementos pesquisados por 03 (Três) organizações de controles de dados, ligadas aos segmentos empresarias/comerciais/estatísticos, IBPT – Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário, UHY – Auditoria e Consultoria e o Banco Mundial. Síntese simétrica de avaliações, do estado/nação injusto, cruel e desumano.

Dácio Monteiro

daciomonteiro@yahoo.com.br

Bacharel Pós Graduado Ciências Contábeis

Taperoá-Ba, 11 Julho de 2016.

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