Mais de 90 casos de raiva em animais foram registrados na Bahia até novembro Jornal Valença Agora 5 de dezembro de 2025 Bahia, Notícias Crescimento da doença equivale a 97% em comparação com 2021. Última ocorrência contabilizada foi de um cachorro que morreu em Salvador, depois de 20 anos sem casos na cidade A Bahia teve 93 casos de raiva em animais, registrados somente de janeiro a novembro deste ano. Os dados foram repassados nesta quinta-feira (4) pela Secretaria da Saúde do Estado (Sesab). Segundo o balanço compartilhado com o g1, morcegos (32), bovinos (24) e equinos (19) formaram a maioria no número de registros. Com 14 casos, fevereiro foi o mês com mais confirmações, seguido de janeiro, com 12, e novembro, com 11. As cidades com a doença confirmada não foram detalhadas. Ainda em novembro, o número já supera os registros dos últimos anos. Em 2021, ocorreram 47 casos no estado. O crescimento equivale a 97% em quatro anos. Confira abaixo: Número de casos de raiva na Bahia nos últimos anos Anos Números de raiva 2021 47 2022 34 2023 74 2024 79 2025 93 Entre os casos de novembro de 2025, está o do filhote de cachorro que morreu em Salvador. A cidade não tinha registros de raiva em cães e gatos há 20 anos. Confira os dados passados pela Sesab abaixo: Casos de raiva na Bahia em 2025 Animais infectados Números de casos Morcego 32 Bovino 24 Equino 19 Raposa 12 Gato 3 Cão 3 Total 93 Em humanos, conforme pontuou a pasta, o último caso de raiva ocorrido na Bahia foi em 2017, no município de Paramirim, no sudoeste do estado. Na ocasião, a vítima foi infectada por um morcego. Alerta epidemiológico em Salvador Após a ocorrência, a Prefeitura de Salvador emitiu um alerta epidemiológico. A informação foi repassada pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS) na quarta-feira (3). Segundo apuração da TV Bahia, o animal, que tinha sido adotado após ser encontrado na rua, no bairro de Sussuarana, morreu no dia 20 de novembro. O resultado do exame, realizado no Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen), saiu oito dias depois, na última sexta-feira (28). Em nota, a SMS informou que o cão, que provavelmente teve exposição a animais silvestres antes da adoção, tinha menos de três meses de vida. O Ministério da Saúde não indica a vacina antirrábica para essa faixa etária. Além do alerta — direcionado a equipes assistenciais, vigilâncias municipais, serviços que atuam diretamente com animais e unidades de saúde —, a pasta também tomou outras medidas: bloqueio vacinal nas áreas de circulação do animal; busca ativa de pessoas e animais que tiveram contato direto ou indireto, com encaminhamento da profilaxia pós-exposição humana, quando indicada; ações casa a casa, realizadas por médicos-veterinários e agentes de combate às endemias; vacinação de cães e gatos do entorno, orientação aos moradores e monitoramento de sinais clínicos; investigações epidemiológicas e coleta de informações, conforme fluxo pactuado com a vigilância estadual e o Ministério da Saúde. Ainda em nota, a SMS também listou orientações sobre a doença. Para prevenir, o método mais eficaz é manter a vacinação de cães e gatos a partir de três meses de idade. Outras orientações essenciais incluem: evitar contato com morcegos, raposas, saguis ou qualquer animal silvestre, seja vivo ou morto, porque não existe vacina destinada a esses animais, que são protegidos por legislação ambiental, e causar-lhes danos é crime; acionar o Centro de Controle de Zoonoses pelo telefone (71) 3202-0984 ou 156 se encontrar animais silvestres em residências; manter esquema de profilaxia pré-exposição atualizado, caso seja um profissional que manipulam animais, conforme seu grupo de risco. Em situação de risco, a população deve observar as seguintes orientações: pessoas mordidas, arranhadas ou que tiveram contato com a saliva de animais suspeitos devem procurar imediatamente um serviço de saúde para avaliação da necessidade de profilaxia; morcegos encontrados caídos, mortos ou em comportamento atípico não devem ser tocados; a orientação é acionar a vigilância municipal; animais domésticos com mudança de comportamento, agressividade súbita, salivação excessiva ou dificuldade motora devem ser avaliados por médico-veterinário, e os casos devem ser notificados aos serviços de vigilância. Fonte: g1BA | Foto: Reprodução/TV Subaé Deixe uma resposta Cancelar respostaSeu endereço de email não será publicado.ComentarNome* Email* Website Salvar meus dados neste navegador para a próxima vez que eu comentar.