Isaías Ribeiro lança obra que revela episódios da Segunda Guerra Mundial em Cairu Jornal Valença Agora 12 de novembro de 2025 Baixo Sul, Notícias O escritor e pesquisador cairuense Isaías do Rosário Ribeiro, conhecido como Mestre Isaías, lançou no último domingo (9), no Salão de Eventos do D’Gregório Café, localizado no Casa Shopping Cidade, em Salvador, o livro “1942 de Cairu – Traços Históricos”. A publicação reúne reflexões, relatos e registros históricos sobre acontecimentos que marcaram o Arquipélago de Cairu no ano de 1942 — período em que o Brasil passou a integrar oficialmente a Segunda Guerra Mundial, após o ataque de submarinos alemães a navios brasileiros. Entre os locais mencionados, Morro de São Paulo se destaca como um dos pontos onde os efeitos do conflito foram sentidos de forma mais direta. Com uma narrativa envolvente e sólida base documental, Mestre Isaías reconstrói o elo entre o município-arquipélago e o contexto mundial da guerra, destacando o impacto desses fatos no cotidiano e na vida dos moradores das ilhas. Mais do que um simples registro histórico, “1942 de Cairu – Traços Históricos” se apresenta como um convite à preservação da memória coletiva e ao reconhecimento da importância de Cairu no cenário histórico brasileiro e global. “A posição estratégica do nosso arquipélago, na costa baiana, fez de Cairu um ponto de observação e tensão durante a guerra. Este livro é uma homenagem às pessoas que viveram aquele tempo e guardaram histórias que não podiam se perder, sendo o mesmo apenas um ângulo do triângulo, pois acho que a Segunda Guerra Mundial encontrou o Brasil em Cairu!”, afirma o autor. O evento de lançamento contou com a presença de amigos, estudiosos e admiradores da história regional, que celebraram a contribuição de Mestre Isaías à cultura e à memória histórica do Arquipélago de Cairu. A OBRA “É um livro comum, simples, como vejo simples o povo que tem por foco primeiro. Não é a história do autor, não é romance, nem poema. O autor é somente um cairuense que não se assustou com “o mangue e o buraco dos caranguejos” nem com “o corte e o catador da piaçava”; às vezes aparece somente como observador contemporâneo, outras vezes, como testemunha de realidades. Seu desejo é “plantar” memória”, destaca Ribeiro. O livro é dividido em duas partes. A primeira, é como um “passeio”, uma andança pelas ruas do Cairu dos anos 1950-1960, o cotidiano de uma cidade pequena e das mais antigas do país. Ali, “passeamos” por sua geografia e história, a dinâmica de sua economia primária, a relevância de sua cultura, seus tipos humanos, ofícios e profissões, os agentes políticos. Não traz novas lições, nova teoria econômica ou verdades definitivas, mas apenas alguns dos traços mais fortes da vida e da história do Cairu daquelas décadas e dois ou três traços do que parece relevante em tempo recente. A segunda parte trata de eventos nos quais a história de Cairu e a história nacional se encontram. Ali, aparecem o torpedeamento do navio Cairu, em águas internacionais, na proximidade de New York, em 08/março/1942, (poderia ter sido outro qualquer, mas foi o Cairu); o fechamento, em julho/1942, de uma lojinha de tecidos na esquina do Beco das Pedras, sancionada pelas listas negras de Grã-Bretanha e Estados Unidos (algo como hoje está fazendo o presidente Trump); tratamos principalmente, dos torpedeamentos contra os navios Itagiba e Arará, ao largo da Ilha Tinharé, em 17/agosto/1942; e, ainda, dos esforços de uma população de pescadores, como era em 1942 a do Morro de São Paulo, para recolher dezenas de náufragos e corpos sem vida, o seu transporte e atendimento médico em Valença, tendo como desdobramentos políticos, a prisão de cinco frades do Convento, a queda do interventor federal Landulfo Alves e os vexames a que foram submetidos o prefeito Raul Miranda, seus secretários e amigos. Foram eventos de repercussão nacional em seu tempo, embora pouco conhecidos entre a população, mesmo de interessados pela História; eventos chamados pela imprensa, sociólogos e ativistas políticos de A Conspirata de Cairu. O afundamento dos navios Itagiba e Arará próximo ao Morro de São Paulo, em 1942, provocou desdobramentos significativos na posição do Brasil frente à guerra que avançava pelo mundo e determinou a entrada do nosso país no conflito mundial, poucos dias após. Tudo em 1942! Redação com informações do Site Redação Bahia | Foto: Divulgação Deixe uma resposta Cancelar respostaSeu endereço de email não será publicado.ComentarNome* Email* Website Salvar meus dados neste navegador para a próxima vez que eu comentar.