Laudo técnico aponta para a necessidade de supressão de castanheira do Brasil em Valença Jornal Valença Agora 13 de julho de 2016 Baixo Sul, Notícias 2 Comentários As opiniões se dividem. De um lado estão aqueles que vivem sobressaltados com a possibilidade dela tombar sobre suas casas, colocando-os em risco de morte. São os proprietários do terreno onde uma existe uma árvore a centenas de anos, e os moradores que vivem no seu entorno. Para estes só existe uma solução: cortá-la. Do lado oposto estão aqueles que querem, a todo custo, mantê-la viva e majestosa, reinando por muito mais tempo. O que fazer? Estamos falando da castanheira-do-Brasil ou castanheira-do-Pará, localizada no quintal de uma casa no alto do bairro do Amparo, em Valença; uma árvore com 50 metros de altura, quase 7 metros de circunferência no seu troco e 25 metros de copa. Há mais de uma década os moradores começaram a se preocupar com a possível queda da árvore, recorreram a diversos órgãos (Prefeitura, Câmara, Ministério Público, CODEMA, Secretaria de Meio Ambiente) externando essa preocupação e solicitando uma solução. Diante da situação, o Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente (CODEMA) e a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SEMMA) contrataram a empresa Bioconsultoria Ambiental Ltda. para que fosse feita uma avaliação do estado fitossanitário da castanheira ou de suas partes e possíveis riscos de sua queda sobre os moradores, suas residências e rede elétrica, bem como sobre transeuntes e veículos que trafegam pela Rua Veteranos da Independência. A empresa encarregada de fazer os estudos, utilizou a metodologia desenvolvida pela Sociedade Internacional de Arboricultura – ISA (sigla em inglês), que é um conjunto de técnicas que identificam, analisam e avaliam, através de uma abordagem sistemática e padronizada, o risco da árvore, visando promover a segurança das pessoas e dos patrimônios públicos e privados. Os dados colhidos pela equipe técnica resultaram em um relatório que foi apresentado ao CODEMA, sinalizando para diversos aspectos relacionados aos galhos, ao tronco, às raízes e à copa. O primeiro aspecto: os galhos da árvore possuem mais de 20 cm de diâmetro e 10 m de comprimento, situados a mais de 30 m de altura, o que, associado ao peso das epífitas e trepadeiras existentes, pode provocar um acidente de sérias consequências. O segundo aspecto: queda da árvore provocada pela rachadura com apodrecimento do cerne na porção inferior do tronco, o que causaria danos com maior gravidade às residências e a rede de distribuição de energia elétrica, existente no trecho, com impactos significativos. O terceiro aspecto: queda da árvore ocasionada pela exposição das raízes devido à perda de solo por erosão laminar, o que causaria danos maiores. O quarto aspecto: queda da árvore provocada pela copa desequilibrada, com maior parte do seu peso voltada para o Sudeste, mesma direção para qual a árvore está inclinada, associada ao grande peso ocasionado pelas epífitas e trepadeiras existentes na copa, aumentando o efeito “vela” da copa. De acordo com a avaliação feita em campo e análises técnicas com base nas informações levantadas, a classificação geral de risco de queda da castanheira-do-pará é considerado alto, o que respaldou a decisão de supressão. Vale salientar que nenhuma medida a ser tomada no sentido de evitar o corte ou queda da arvore seria eficiente, em função do apodrecimento do cerne. As consequências, então, seriam muito graves e irreparáveis. Diante do laudo técnico e das demandas do Ministério Público, a SEMMMA e CODEMA não poderiam ficar alheios a essa problemática, o que provocou a contratação de uma empresa especializada para execução do serviço. Já houve várias visitas técnicas por parte da empresa licitada no sentido de preparação do terreno para que as máquinas e guindastes tenham condição de trabalhar em segurança. Com o intuito de traçar o plano de ação, no dia 08 de julho, houve uma reunião com o Departamento de Transito, Guarda Municipal, CODEMA e os engenheiros técnicos de segurança da empresa, visando definir estratégias para interdição da rua e adjacências, modificação no transito, suspensão no fornecimento de energia elétrica e mobilização dos moradores informando sobre a operação. Baixe aqui o Relatorio de Avaliação de Risco de Queda de Arvore 2 Respostas Robson Santana 18 de julho de 2016 Boa Noite, Baseado apenas na foto não podemos emitir opinião concreta. Mas pelo aspecto da copa (frondosa) parece que a castanheira não tem problemas fito-sanitários e estrutural que justifique seu abate. Quantos aos argumentos apresentados na reportagem as questões referentes ao peso das bromélias (epífitas) e trepadeiras isso pode ser resolvido fazendo uma poda de limpeza com pessoas especializas que utilizam técnicas de rapel ou máquinas articuladas especializadas ( difícil por conta da topografia da área), as castanheiras no Norte após desmatamentos geralmente quando ficam isoladas no meio da pastagem começam a sofrer danos nas galhas por conta da exposição ao ventos (diferente da condição original da floresta), neste caso a castanheira de Valença não apresenta esse cenário de queda de galhas o que contrapõem os argumentos da empresa de consultoria. Quanto a rachadura e exposição do sistema radicular não dá pra ver nas fotos, mas uma árvore deste porte tem um enorme sistema pivotante e raízes laterais que um erosão pequena não abalaria a estrutura do sistema radicular dela. Geralmente quando ocorre uma desequilíbrio no eixo axial da árvore a mesma cria mecanismo compensatório para corrigir isso, então os pontos do laudos apresentados o que pesa é a quantidade de epífitas e trepadeiras que neste caso poderias proceder poda direcional e limpeza para garantir uma maior longevidade da árvore, já que abater uma árvore deste porte numa topografia ondulada a forte-ondulada é mais complicado e oneroso para o poder público do que proceder a manutenção. Bom, o certo é que deve-se ter outras opiniões de profissionais especializados no tema…tomografia seria importante neste caso, assim como, métodos indiretos para saber a profundidade efetiva do solo e ter ideia do comportamento e profundidade do sistema radicular da planta. Att. Responder George André Savy 20 de julho de 2016 Assistimos a mais um capítulo da novela chamada “omissão” neste país. As pessoas se atentam aos problemas só depois que a água começa a bater naquele lugar. Por décadas e décadas as árvores dentro dos perímetros urbanos, sejam nativas, exóticas, plantadas por moradores ou prefeituras, nunca ou raramente receberam avaliações periódicas de biólogos, técnicos ambientais. A população nunca se preocupou com a saúde das árvores próximas, em pedir aos órgãos públicos uma avaliação anual delas. Só se atentam quando o problema já se instalou, quando a árvore já está doente, demonstra sinais de fraqueza. Em suma, ninguém cuida. Igual o tratamento entre nós na sociedade. As pessoas não se cuidam e depois exigem que o médico as cure a qualquer custo. Não cuidam do filho e depois que ele já está no crime, ficam buscando bodes expiatórios. Até quando viveremos dessa forma? O caso da castanheira reflete bem essa realidade. Nem moradores nem prefeitos cuidaram da árvore nas últimas décadas, ninguém se preocupou em enviar biólogos para verificar o estado dela nos últimos dez, vinte, trinta anos…agora que acordaram, tarde, é fácil constatar os problemas e eliminar com o abate. É o nosso “modus operandi”. Que sai caro financeiramente e ambientalmente. Os custos seriam menores se tivessem cuidado dela. Responder Deixe uma resposta Cancelar respostaSeu endereço de email não será publicado.ComentarNome* Email* Website Salvar meus dados neste navegador para a próxima vez que eu comentar.
Robson Santana 18 de julho de 2016 Boa Noite, Baseado apenas na foto não podemos emitir opinião concreta. Mas pelo aspecto da copa (frondosa) parece que a castanheira não tem problemas fito-sanitários e estrutural que justifique seu abate. Quantos aos argumentos apresentados na reportagem as questões referentes ao peso das bromélias (epífitas) e trepadeiras isso pode ser resolvido fazendo uma poda de limpeza com pessoas especializas que utilizam técnicas de rapel ou máquinas articuladas especializadas ( difícil por conta da topografia da área), as castanheiras no Norte após desmatamentos geralmente quando ficam isoladas no meio da pastagem começam a sofrer danos nas galhas por conta da exposição ao ventos (diferente da condição original da floresta), neste caso a castanheira de Valença não apresenta esse cenário de queda de galhas o que contrapõem os argumentos da empresa de consultoria. Quanto a rachadura e exposição do sistema radicular não dá pra ver nas fotos, mas uma árvore deste porte tem um enorme sistema pivotante e raízes laterais que um erosão pequena não abalaria a estrutura do sistema radicular dela. Geralmente quando ocorre uma desequilíbrio no eixo axial da árvore a mesma cria mecanismo compensatório para corrigir isso, então os pontos do laudos apresentados o que pesa é a quantidade de epífitas e trepadeiras que neste caso poderias proceder poda direcional e limpeza para garantir uma maior longevidade da árvore, já que abater uma árvore deste porte numa topografia ondulada a forte-ondulada é mais complicado e oneroso para o poder público do que proceder a manutenção. Bom, o certo é que deve-se ter outras opiniões de profissionais especializados no tema…tomografia seria importante neste caso, assim como, métodos indiretos para saber a profundidade efetiva do solo e ter ideia do comportamento e profundidade do sistema radicular da planta. Att. Responder
George André Savy 20 de julho de 2016 Assistimos a mais um capítulo da novela chamada “omissão” neste país. As pessoas se atentam aos problemas só depois que a água começa a bater naquele lugar. Por décadas e décadas as árvores dentro dos perímetros urbanos, sejam nativas, exóticas, plantadas por moradores ou prefeituras, nunca ou raramente receberam avaliações periódicas de biólogos, técnicos ambientais. A população nunca se preocupou com a saúde das árvores próximas, em pedir aos órgãos públicos uma avaliação anual delas. Só se atentam quando o problema já se instalou, quando a árvore já está doente, demonstra sinais de fraqueza. Em suma, ninguém cuida. Igual o tratamento entre nós na sociedade. As pessoas não se cuidam e depois exigem que o médico as cure a qualquer custo. Não cuidam do filho e depois que ele já está no crime, ficam buscando bodes expiatórios. Até quando viveremos dessa forma? O caso da castanheira reflete bem essa realidade. Nem moradores nem prefeitos cuidaram da árvore nas últimas décadas, ninguém se preocupou em enviar biólogos para verificar o estado dela nos últimos dez, vinte, trinta anos…agora que acordaram, tarde, é fácil constatar os problemas e eliminar com o abate. É o nosso “modus operandi”. Que sai caro financeiramente e ambientalmente. Os custos seriam menores se tivessem cuidado dela. Responder