Turismo deve contribuir com US$ 12 trilhões no PIB mundial em 2026 Jornal Valença Agora 9 de setembro de 2026 Notícias, Planeta Setor deve crescer 3,2% e sustentar 376 milhões de empregos neste ano; entre as regiões, Ásia-Pacífico e África lideram as projeções, enquanto Oriente Médio deve recuar Apesar de incertezas geopolíticas, o turismo mundial deve crescer 3,2% neste ano em comparação com 2025. Segundo o Conselho Mundial de Viagens e Turismo (WTTC, na sigla em inglês), o setor deve contribuir com US$ 12 trilhões (cerca de R$ 61 trilhões) no PIB mundial. Os dados constam no último “Economic Impact Research: Global Trends Report”, lançado em agosto pelo WTTC. Com o resultado, o turismo deve responder por 9,9% da economia global e sustentar cerca de 376 milhões de empregos. O desempenho, porém, deve variar entre as regiões. A Ásia-Pacífico e a África aparecem na liderança, ambas com crescimento projetado de 5,4%, enquanto a América Central e do Sul deve avançar 4,1%. Na outra ponta, o Oriente Médio é a única região com retração prevista para 2026, com expectativa de queda de 14,5%, que levaria sua contribuição ao PIB de US$ 386 bilhões (R$ 1,9 trilhão) em 2025 para US$ 330 bilhões (R$ 1,7 trilhão) neste ano. O recuo está relacionado aos impactos do conflito na região sobre o tráfego aéreo, já que o Oriente Médio concentra cerca de 14% dos passageiros internacionais, ou aproximadamente um em cada sete viajantes. Comparação com 2025 No geral, o relatório mostra que o turismo manteve forte ritmo de expansão em 2025. O setor contribuiu com US$ 11,6 trilhões (R$ 59,4 trilhões) para o PIB global, o equivalente a 9,8% da economia mundial, e sustentou 366 milhões de empregos. As chegadas internacionais atingiram recorde, com 1,54 bilhão de desembarques, enquanto os gastos de visitantes internacionais somaram US$ 2 trilhões (R$ 10,2 trilhões). A Ásia-Pacífico foi o grande destaque de 2025, com crescimento de 8,1% na contribuição do turismo para o PIB, que chegou a US$ 3,3 trilhões (R$ 16,9 trilhões). Segundo o WTTC, o resultado foi impulsionado pela modernização da infraestrutura, facilitação de vistos e diversificação dos mercados. Destaques de 2026 A Copa do Mundo, realizada nos Estados Unidos, Canadá e México entre junho e julho, aparece como um dos grandes catalisadores do turismo neste ano. Nos Estados Unidos, o WTTC estima que o país recebeu cerca de 1,24 milhão de turistas internacionais a mais em razão do torneio. No México, o gasto de visitantes internacionais com lazer é estimado em US$ 36,4 bilhões (R$ 186,5 bilhões), enquanto o Canadá deve ter crescimento de 8,8% nos investimentos do setor. A Copa é usada como exemplo para mostrar como megaeventos podem funcionar como instrumentos de desenvolvimento da infraestrutura turística. O aumento da demanda pressiona e estimula investimentos em hotéis, transportes, atrações, aeroportos e serviços. O documento destaca ainda que a Espanha tem usado políticas públicas para influenciar o desempenho do turismo. Em 2025, o setor respondeu por 15,3% do PIB espanhol, contra uma média de 9,4% na Europa. O gasto de visitantes internacionais chegou a US$ 130 bilhões (R$ 666,2 bilhões), o maior da Europa e superior à soma de Turquia e Portugal. Para 2026, o WTTC projeta crescimento de 3,7% para o turismo espanhol. O gasto internacional também deve avançar: a previsão é de aproximadamente US$ 136,9 bilhões (R$ 701,5 bilhões), alta de 5,3%. O desempenho está associado a uma série de políticas e investimentos. Entre elas estão € 3,4 bilhões (cerca de R$ 20,2 bilhões) em fundos europeus destinados ao turismo, além de recursos para sustentabilidade, digitalização e infraestrutura. O país trabalha com uma Estratégia de Turismo 2030, que prevê a desconcentração dos fluxos e a redução da dependência dos períodos de maior movimento. Contraponto ao crescimento Por sua vez, o Oriente Médio aparece como contraponto às perspectivas positivas para este ano. Após registrar crescimento de 5,3% em 2025, o setor de viagens e turismo da região deve registrar uma retração de 14,5%. A contribuição para o PIB passará de US$ 386 bilhões para US$ 330 bilhões (aproximadamente de R$ 1,9 trilhão para R$ 1,7 trilhão). O principal fator apontado pelo WTTC são os impactos do conflito regional sobre o tráfego aéreo e os fluxos internacionais de passageiros. A queda, porém, não altera a perspectiva de longo prazo. Entre 2026 e 2036, o Oriente Médio deve registrar crescimento médio anual de 6,3%, o maior entre todas as regiões analisadas. Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Omã e Catar aparecem como exemplos desse movimento. Juntos, os quatro países geraram US$ 272 bilhões (R$ 1,3 bilhão) em contribuição do turismo para suas economias em 2025 e podem chegar a US$ 435 bilhões (R$ 2,2 trilhões) em 2036. Estimativas futuras Para os próximos dez anos, as perspectivas do WTTC seguem positivas: o setor deve crescer, em média, 3,6% ao ano entre 2026 e 2036, elevando a contribuição para o PIB global a US$ 17,1 trilhões (cerca de R$ 87,6 trilhões) e a participação na economia mundial para 11%. A projeção é de 88,7 milhões de novos empregos no período. Entre os desafios apontados pelo documento aparecem a escassez de mão de obra, a falta de profissionais qualificados e as limitações para a mobilidade internacional. Fonte: CNN Brasil | Foto de Victor He na Unsplash Deixe uma resposta Cancelar respostaSeu endereço de email não será publicado.ComentarNome* Email* Website Salvar meus dados neste navegador para a próxima vez que eu comentar.