Publicado terça-feira no site da BBC, o vídeo já percorreu muito na internet. Não só porque o surf é uma disciplina altamente telegenic. Mas especialmente porque o que fala Silvana Lima, 30 anos, no vídeo é tristemente simbólico. “Eu sempre surfei com meninos e meu objetivo sempre foi surfar como um homem, meu estilo é radical”, explica a brasileira, ela foi eleita 8 vezes como melhor surfista do país, duas vezes segunda melhor do mundo. Um currículo que normalmente daria muita notoriedade para ela e boas receitas da parte dos patrocinadores do surf.

Só que ela está surfando em shorts e não um biquíni. Só que “eu não pareço como uma supermodelo ou uma boneca. Eu sou uma surfista profissional, mas as marcas de surf querem que as mulheres sejam modelo e surfistas. Se você não faz isso, você não vai encontrar patrocinadores, o que aconteceu para mim. Os homens não têm esse problema. Eu quis contratar alguns patrocinadores, eles disseram que não. Então, para viver, comecei a criar e vender buldogues franceses. Isso me permite pagar minhas viagens. Meus cães pagaram a viagem à Nova Zelândia, onde eu ganhei, agradeço-lhes. Eu poderia escolher me refazer os peitos , mudar o meu penteado, usar lentes, diz Silvana Lima, mas ninguém me reconheceria, não seria eu. ”

“Minha primeira prancha de surf foi uma placa de madeira. Minha família vivia em uma cabana na praia. Eu sonhava em ter uma verdadeira casa, ter vizinhos.”

Ela não vem da burguesa brasileira onde o surf é um prazer de praia como outro, ela quis fazer do surf sua profissão e corre atrás no dia dia.

A história da Silvana Lima é uma dessas seis mulheres que contam a BBC (nessa semana) como elas conseguiram se destacar em seu esporte, apesar de todos os obstáculos que têm resistido na frente delas.

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