Dácio Monteiro-Verbete

Realidades recessivas extensas, para o quadro de quase ruínas, que o antigo sistema administrativo do país transferiu para a recente gestão Temer, configurando para a massa (Povo) brasileiro, uma infelicitada parceria com sabores de desordens genéricas, herdada sob a óptica das lamentáveis ocorrências.

Sabemos e convivemos, com as maiores revelações de sistemas em corrupções jamais vistos na história política/econômica/financeira da nação, arruinando o cotidiano de mais de duzentos milhões de brasileiros, aventando viabilidades para inquietações populares, a considerar os cenários conturbados que as reformas e ajustes sinalizam.

Percebemos, pelas movimentações bem intencionadas da nova liderança gestora brasileira, esforços enormes para recolocar em ordem a estrutura física/econômica da nação, esbagaçada em suas raízes, o que em termos de equilíbrios sustentáveis, promove uma tremenda maratona de sacrifícios coletivos, em função da gravidade exposta.

Toda conjuntura política/administrativa, expõe confrontos em altos níveis nos debates, palatáveis quando em linhas de consenso, compondo a formatação democrática padronizada, desde que não haja excesso. “Hospício”, termo usado pelo Presidente do Senado Federal para justificar sessão tumultuada neste ambiente.

Parâmetros, em parte corriqueiros, os anseios lógicos de recuperações nos níveis de moralidade política/pública, indução seletiva progressiva, rumo às vertentes nos entendimentos, por conta da essência dos atos e fatos que possam levar o país a ponto alto de evoluções permanentes, podem contribuir nas alterações e mudanças pretendidas.

Todavia, cabem avaliações mais abrangentes, relacionadas à reforma previdenciária, em razão dela representar direitos e desejos populares inalienáveis, assim sendo, exigindo padrões de cuidados extremos, pela sua estrutura sócio financeira de intensa complexidade.

Foram décadas de desapego, com uma matéria de infinita relevância para a pátria e seus habitantes, sob efeitos de comandos pouco sensíveis, no tocante a manutenção regular da poderosa conjuntura, vítima de vultuosos ataques aplicados, provocando  desequilíbrios, neste instante em correntes de grandes ebulições.

Portanto, profilaxias (Tratos preventivos), em pacientes no estado grave/terminal, adiam sofrimentos e ampliam as dores, que podem concorrer para uma súbita falência múltipla dos órgãos, se não debatidos cientificamente para conter os eminentes riscos de óbitos.

Compactação em tratamentos de choques efetivos, isolados das perseguições às receitas correntes, limitadas em revisões nos períodos de contribuições dos segurados, é muito pouco para suprir o rombo de cento e setenta bilhões de reais previstos, bem como manter todo sistema longe das agruras e funcionando em ritmo de normalidades.

Os índices, são traumáticos, a considerar os impactos que estes dados provocam nas pessoas;  informações, levadas para um assunto que mexe na economia doméstica, refletem ontem, hoje e amanhã esperanças; mas, pela visão resumida, com foco nas fontes de parcos recursos, os números de agora poderão ser dramáticos no futuro. Porque?

Os valores revelados, para resgate e as obrigações mensais de rotina, transmitem cristalinos ceticismos angustiantes, pelo que retratam os números chocantes da dívida. Pouca visibilidade e sedimentações leves, com receitas incompatíveis ante os custos, serão apenas sedativos de curto prazo para sufocar crises.

A embarcação é a mesma para todos, navegando em um mar revolto, movida por violentas tempestades, que nos remetem aos caminhos das orações em nome do Senhor Jesus Cristo.

*Publicado na edição impressa nº 601, do jornal Valença Agora.

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