Cerca mil pessoas visitou a I Feira Literária de Mucugê que teve sua segunda edição anunciada pelo secretário Jorge Portugal

 

“Levaram o ouro e nos deixaram tudo… Deixaram-nos as palavras”. O pensamento de Pablo Neruda ecoou pelas montanhas da Chapada Diamantina e provocou um diálogo entre a arte literária e suas companheiras, durante a I Feira Literária de Mucugê, cidade que fica a quase 500 km da capital. A noite de abertura foi um brinde às parcerias. O secretário de Cultura, Jorge Portugal abriu os trabalhos com a conferência sobre o tema, “Histórias e Memórias – a lavra da palavra”.

Um momento de reflexão sobre a nossa bagagem cultural e as lembranças que carregamos ao longo da vida. Antes, Portugal já havia anunciado o apoio à edição de 2017 da Feira. “Vai ser um encontro de palavras, ideias, e sensibilidades. Um encontro de apaixonados pela palavra, pela arte, pela cultura. Vocês terão em mim um parceiro”, disse.

Outros patrocinadores que também estavam presentes no Centro Cultural afinaram o coro. A curadora da Fligê, a professora Ester Figueiredo, disse que independentemente da vontade de cada um, “o mundo gira, e todos nós somos responsáveis pelo desenvolvimento da cultura. A leitura além de ser um prazer, é um direito. Por isso, aposto na segunda edição e com o apoio de quem fomenta a leitura”.

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Durante os quatro dias de evento os aproximadamente mil visitantes puderam conhecer um pouco mais da vida e da obra de Afrânio Peixoto, na exposição “O Lapidário”. O escritor que nasceu em Lençóis foi o homenageado desta primeira edição. A cada ano um nome será reverenciado. No pavilhão da leitura montado na Praça Coronel Propércio, no Centro, foram montados dez estantes que abrigaram editoras locais e nacionais. O presidente da Câmara Bahiana de Livros, Primo Maldonado, ficou surpreso com a infraestrutura da Fligê. “Surpreendente. Por ser a primeira Feira a gente sente que ela já está estruturada, já tem assim toda a base para crescer”.

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A cidade que vive basicamente do turismo ecológico mergulhou no mundo das letras e fez bonito. Na programação oficinas, mesas-redondas, encontros autorais, lançamentos de livros, exibição de filmes e shows. Neste cenário tão propício à imaginação, as palavras ditas pelo secretário Jorge Portugal traduz tão quanto a Fligê nasce sob as bênçãos dos deuses da literatura. “Sabemos que há muitos séculos, imaginava-se a riqueza da Chapada circunscrita ao seu subsolo, ao leito dos seus rios. Era o tempo das lavras de pedras preciosas que fariam a fama de homens ambiciosos e valentes garimpeiros da aventura e do sofrimento também. As pepitas que viraram cobiça no mercado internacional, construíram essa beleza de paisagem arquitetônica, o fausto das famílias ricas, mas fomentaram também um imaginário mais rico ainda em narrativas populares e lendas. Lendas e narrativas, agora, eram pedras preciosas demais para não encontrarem os artistas das letras e das canções. Era a lavra que ia substituindo pela lavra da palavra! Vida longa para a Fligê!”

Fonte: Ascom/SecultBA

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