A tradição do acarajé nos rituais do candomblé e sua importância para a preservação da cultura afro-baiana foram vivenciadas por 22 estudantes franceses, no último domingo (26), durante visita ao terreiro Ilê Axé Omin Dá, no Nordeste de Amaralina, em Salvador. A iniciativa da Secretaria de Turismo do Estado (Setur-BA) integra as ações do projeto Agô Bahia, pela valorização das religiões de matriz africana e incremento do afroturismo.

Com idades entre 14 e 18 anos, os jovens que participam de um intercâmbio de experiências conheceram o preparo do acarajé e de outros quitutes, associado ao significado religioso e histórico da culinária de terreiro. A programação contou ainda com uma roda de samba, puxada por filhos e filhas de santo.

“A Bahia é muito bonita. Gostei das praias, da arquitetura e dos monumentos. As pessoas são superacolhedoras, e a comida é excelente. Experimentei preparações com coco e tapioca e adorei o acarajé”, relatou o estudante Quentin Yao Amouzou, 17 anos.

“Percebo aqui uma forte presença da cultura afro-brasileira e da história ligada aos povos escravizados. Além das praias, Salvador tem um patrimônio arquitetônico riquíssimo. A comida, as ruas e o modo de viver são diferentes de outras cidades do Brasil”, completou o colega Sair Misraoui, 18 anos.

Segundo o coordenador do intercâmbio, o professor francês Abdelkrim Daoudi, “a proposta é proporcionar aos estudantes uma imersão na realidade brasileira, indo além dos tradicionais roteiros turísticos, o que na Bahia tem sido um encantamento, com sua culinária, dança, língua e a forma como as pessoas vivem”.

Fonte: Assessoria de Comunicação | Secretaria de Turismo do Estado da Bahia | Foto principal: Tiago Queiroz/Ascom SeturBA

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado.