Bahia prorroga estado de emergência zoossanitária por gripe aviária H5N1 por mais 180 dias Jornal Valença Agora 17 de setembro de 2026 Bahia, Notícias Medida foi assinada pelo governador Jerônimo Rodrigues e publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) de terça-feira (15) O Governo da Bahia prorrogou por mais 180 dias o estado de emergência zoossanitária em todo o território baiano por causa da circulação do vírus da Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP), conhecido como H5N1, em aves silvestres. A medida foi assinada pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT) e publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) de terça-feira (15). O novo prazo tem efeitos retroativos a 18 de julho deste ano e passa a contar a partir dessa data. A decisão está prevista no Decreto nº 24.811, de 14 de setembro, e mantém a emergência estabelecida originalmente em julho de 2023. A emergência foi decretada após a confirmação do H5N1 em uma ave silvestre marinha da espécie trinta-réis-real, encontrada no município de Caravelas, no extremo sul da Bahia, em junho de 2023. Na época, três pessoas que tiveram contato com a ave foram monitoradas, mas não apresentaram sintomas gripais. A medida permite a manutenção das ações de vigilância e prevenção contra a doença no estado. A Bahia segue acompanhando a situação por meio dos órgãos de defesa agropecuária e de saúde. O que é a gripe aviária A Influenza Aviária é uma doença infecciosa que pode atingir principalmente aves, mas também pode infectar mamíferos, incluindo seres humanos. O H5N1 é uma das variantes associadas à forma de alta patogenicidade da doença. Em aves infectadas, o vírus pode ser eliminado pela saliva, secreções respiratórias e fezes. A transmissão para humanos é considerada rara e está relacionada principalmente ao contato direto e desprotegido com animais infectados ou com ambientes contaminados. Segundo o Ministério da Saúde, a transmissão do H5N1 entre pessoas é muito rara e, quando registrada, é limitada, ineficiente e não sustentada. Por isso, a principal orientação para a população é não tocar em aves silvestres doentes ou mortas. Em caso de encontrar animais nessas condições, a recomendação é comunicar os órgãos responsáveis pela vigilância. Na Bahia, o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) já havia orientado, durante a emergência iniciada em 2023, que a população evitasse qualquer contato direto com aves silvestres, especialmente espécies marinhas e migratórias. Fonte: g1 BA | Foto: Marcos Prinz Deixe uma resposta Cancelar respostaSeu endereço de email não será publicado.ComentarNome* Email* Website Salvar meus dados neste navegador para a próxima vez que eu comentar.