carlos-magno

Parati, no Rio de Janeiro. Parati é uma cidade preservada. Cheia de turistas o ano todo. Na Feira do Livro, uma multidão de turista do Brasil e do mundo. Manchetes internacionais. Parati é uma cidade preservada. Parati é um convite aos clicks das máquinas fotográficas. Parati: renda do turismo.

Lençóis, na Bahia. Uma cidade que conserva um núcleo histórico. Um riacho corta Lençóis. Água límpida. Piabas encantam os turistas.  Matas encantam os turistas. Casarios encantam os turistas. Ano todo, Lençóis cheia. Turismo. Renda.

Pirenópolis, em Goiás. Conservada. Vive do turismo. Luziânia em Goiás. Devastada pela sanha imobiliária. Degradada pelo descaso do poder público e do povo. Cidade violenta. Cidade dormitório. Já foi palco de conto de Machado de Assis. Hoje, triste cidade onde o “progresso” a obrigou a crescer. Crescer como crescem os tumores.

Ouro Preto, Mariana, Cidade de Goiás , Lisboa, Porto, Tarragona, Toledo, Campos de Jordão, Paris, Madri, Nova York, Saint Emillion, Santiago de Compostela, Aix-de-Chapelle e tantas outras, exemplos de cidades que resolveram implantar medidas de proteção ao patrimônio. Cidades ricas em turismo. Ricas por contarem com o turismo, cada uma dentro de suas características e dimensões.

A lista das cidades que desprezaram a conservação em troca do “progresso” é imensa. Nem vale a pena enumerar. Seria muito triste. Até vergonhoso para elas serem citadas.

Citei Luziânia como exemplo a não ser seguido. Citei algumas das inúmeras cidades que investiram no turismo, e claro, para se ter turismo há de se ter educação, segurança e saúde, primordialmente.

Não moro mais em Valença. Morei em Guaibim. Tenho muitas saudades. Mas é como se ainda morasse. Apesar da saudade. Cada vez ouço menos clicks. Os turistas saem pelo Una. A cada casarão demolido, a cidade fica mais pobre. Sem clicks e sem memória. Cabe ao poder público de Valença e a nós, o povo, escolhermos se nossa vocação é pelo desenvolvimento integrado ou, se preferirmos, poderemos optar por nos transformar em cidade dormitório do Morro de São Paulo, em termos de turismo. Ou nem isso, afinal, pelo Una, logo eles chegam ao Morro.

Uma árvore só. Só uma castanheira.

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