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(Amália Grimaldi, de Melbourne, Austrália. 2016)

Para minha amiga,a professora Luzia Martins.

 

jardinsOs textos mais antigos sobre a construção de jardins datam do terceiro milênio A.C. Escritos pelos babilônicos, descreviam os “jardins sagrados”, onde os bosques consagrados aos deuses eram plantados sobre os ziggurats.

O jardim era dividido em quatro zonas por dois canais principais em formato de cruz e na intersecção deste se elevava uma construção que poderia ser o pavilhão ou uma fonte, representando as quatro moradas do universo. O jardim persa era cercado de altos muros feitos de tijolos, estritamente formal, era um lugar de retiro privado, destinado ao prazer, ao amor, à saúde e ao luxo. As plantas utilizadas de preferência, seriam plátanos, ciprestes, palmeiras, ‘pinus’, rosas, tulipas, narcisos, jacintos, jasmins, açucenas, etc.

anuncieAs características dos jardins egípcios seguiriam os mesmos princípios utilizados na arquitetura deste povo. Eles só surgiram quando as condições de prosperidade no antigo império permitiram às artes (arquitetura e escultura) um notável desenvolvimento. De um modo geral, o jardim egípcio desenvolvido de acordo com a topografia do Rio Nilo era constituído de grandes planos horizontais, sem acidentes naturais ou artificiais. As características dos monumentos egípcios – com a rigidez retilínea e a geometria – fizeram com que os jardins tivessem uma simetria rigorosa. Tudo de acordo com os quatro pontos cardeais. As plantas utilizadas eram de preferência, palmeiras, sicômoros, figueiras, videiras e plantas aquáticas. O jardim regular seria símbolo da fertilidade, e sintetizava as forças da natureza e seria a imagem de um sistema racional e arquitetural baseado no politeísmo. Osíris para os egípcios era o deus da vegetação.

As raízes fundamentais da cultura ocidental se se encontram, não há dúvida alguma, na civilização desenvolvida na Grécia Antiga. Os jardins gregos, apesar de fortemente influenciados pelos jardins egípcios, apresentaram diferenças notáveis em razão da topografia acidentada da região e o tipo de clima. Os jardins possuíam características próximas das naturais, fugindo da simetria dos egípcios. Desenvolviam-se em recintos fechados, onde eram cultivadas plantas úteis, principalmente maçãs, peras, figos, romãs, azeitonas, uva e até hortaliças.

A introdução de colunas e pórticos fazia uma transição harmoniosa entre o exterior e interior, sendo que o jardim seria um prolongamento das partes da casa às quais se ligava. A sua principal característica, sem dúvida, seria a simplicidade. Os jardins também ficaram marcados por possuírem esculturas humanas, e de animais mais próximas da realidade. O cuidado com as plantas seria provavelmente fruto do amor à vida em pleno ar livre, uma constante aproximação do homem com a natureza envolvente.

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