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Todos sabemos, que no Brasil, uma camada imensurável da população, dedica pouca ou quase nenhuma simpatia, pelos indigestos ataques que o sistema impõe a massa ou coletividade como queiram, na medida em que recebem os pacotes de imposições desconfortáveis, de cima para baixo sem chances de reações são compactados.

Atualmente uma série de situações que afetam as finanças de grupos sociais distintos, menos afeiçoados pelos poderes, vítimas luxuosas de segregações, quando percebemos montanhas de recursos, canalizados para eventos com grande porte de arquitetura, consumidores em potencial de fortunas da união, contemplando conglomerados já conhecidos dos brasileiros, focos de corrupções elitizados.

Entendemos que, em um país onde a diversidade cultural, pulveriza exigências aos aportes econômicos para atendimentos a promoções e difusões do calendário de datas comemorativas populares, bem como inaugurações dos grandes projetos arquitetônicos, a considerar a enfermidade com diagnósticos de UTI que o momento revela, cabem reflexões profundas.

Julgamos pertinente em parte, a promoção e manutenção dos eventos precitados, desde que, não penalizem setores que agonizam, tudo falta e prejudica o coletivo, mais mesmo que não assistido, movimentam seu estado de descontração, com vibrações merecidíssimas, chutando latas, barracas, pinicos, caldeirões, canecas e tudo mais em nome da alegria contagiante que só brasileiros possuem.

O contraditório, elemento sempre presente compondo os debates, inspira focalizar que, em um simples quadro comparativo entre as origens de uma situação caótica, com liberação de receitas escassas e comprometidas para cobertura de festas, sugestionam sensatez e prudência.

Não se confundem, necessidades básicas com exclusões, assim como o considerado profano. Carências de uma população em sacrifícios permanentes, sob contornos de desempregos, inflação recorrente, juros ácidos e ausência do considerado simples para as pessoas, estão presentes no cotidiano de quem faz o país produzir, a força laboral, consideradapor muitos com equívocos como proletariado.

Se mensuradas pelo ângulo das enormes agruras que dominam nesta fase o território brasileiro, é chocante perceber área de saúde aos pedaços e sem sinais de recuperação, levando seres humanos ao óbito, por falta de atendimentos nos hospitais públicos, onde profissionais se recusam e se afastam dos pacientes por razões óbvias.

Sintetizando; lamenta-se que as raízes culturais do nosso habitat, estejam servindo de componente para a gastançado executivo da nação, sem critérios no mínimo humanitários, que possam traduzir um pouco de esperança para pacientes agonizantes.

Cruel e doloroso, são imagens que nos são projetadas nos telejornais, de pais e mães em desespero com crianças no colo, em busca de alguém que facilite acolhimento para uma avaliação médica e consequente medicação que possa aliviarpelo menos as dores, mas, infelizmente são empurradas de volta para as origens, porque não há situação plausível para amparo dos pacientes nestas circunstâncias.

Portanto, linhas paralelas traçadas no sentido horizontal dos fatos aqui narrados, remetem-nos a uma triste conclusão, de suspeição de abandono da saúde pública neste país, considerando desejos de fortes grupos do setor, em assumir controles deste fenomenal conjunto de palatáveis receitas, ficando para a proposta orçamentária federal, apenas a obrigação dos repasses dos valores devidos.

Uma faca de dois gumes, que acontecendo, poderá revigorar os escombros existentes ou aumentar o perecimento de brasileiros mais necessitados.

 

Dácio Monteiro

daciomonteiro@yahoo.com .br

Bacharel Pós Graduado Ciências Contábeis

Taperoá-Ba, 10 Fevereiro 2016.

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