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Reajustes apertados na tabela de cálculos para descontos do Imposto de Renda da pessoa física, revisões conflitantes nos salários para aposentados e professores, correções minguadas nos saldos do F.G.T.S. dos trabalhadores, com defasagens sufocantes nas contas, CPMF em viabilidades de retorno, juros do cartão acima de 300% a.a. simples vetores de agonias e angústias para segmentos mais fracos da sociedade.

São bilhões de reais, que deixam de entrar ou cair nas contas dos trabalhadores todos os anos, em razão de uma infame taxa de correção de 3% + a TR, o que representa na prática, mais de 80% de atualizações não realizadas pelo governo, nos saldos do F.G.T.S. Sem os créditos e não computados nos cálculos, corroídos pelos vírus inflacionários, os valores depositados vão secando mês a mês, processo inverso ao normal.

Não conseguimos encontrar espaços racionais, pelo menos toleráveis, para vislumbrar justificativas, para uma inflação de 10.67% em 2015, projetando para os saldos dos depósitos precitados 3% mantido como padrão corretivo para os ajustes no FGTS dos operários brasileiros, promovendo um majestoso rombo no patrimônio da categoria. Uma imensurável pirâmide de crueldade e injustiças com a classe.

Nos revela uma anomalia financeira;ex: repousam em uma conta, depósitos estimados em R$ 10.000,00 (Dez mil reais), no ano de 2001, teria hoje, sem haver movimentações do período, a soma de R$ 20.815,99 corrigidos pelos índices em vigor, se feita pelos parâmetros aplicados para medir a inflação, este mesmo valor estaria em R$ 41.910,00 (Quarenta e hum mil, novecentos e dez reais), portanto 100% maior, ou seja o dobro no saldo.

Realidades autênticas, convividas pela classe laborativa desta nação, que faz circular economicamente o país, desvirtuadas nos últimos anos e abiscoitados seus esforços e lutas, em busca de melhores condições de sobrevivência, mesmo que passando por estes estragos.

Publicados e divulgados pela mídia, os reflexos das fontes de falcatruas e corrupção montados por elos do crime elitista organizado, símbolo vivo de fortunas ilícitas, articulados em grupos de figurões lambanceiros, tendo como base sustentável, os exaustivos dias de labor da população brasileira. Um autêntico modelo repressivo de luxo, até então revestido de insinuantes embrulhadas para facilitar desvios enormes do sistema financeiro nacional.

Lançado um pacotaço de oitenta e três bilhões de reais para estimular uma estrutura econômica arquejante, associada ao momento político confuso e complicado, confortante para os que dele se aproveitam,mantendo o status, mas, imponderável/improvável de alento para os menos contemplados, que levados pelas apatias impostas pelo paradigma das desigualdades, vão definhando nos arcos das esperanças.

Valores turbinados, em ambientes movidos a pressurizações, podem provocar efeitos contrários às reações naturais de equilíbrios, passivos de choques, porém viáveis de contenção nas oscilações, entretanto com propensões em aumentar os fluxos de correntes em ebulições.

Portanto, recomenda-se cautela e prudência, a considerar em preliminar o engessamento dos mercados, padecentes de decisões econômicas capazes de parametrizar genericamente o funcionamento das áreas produtivas do país, inteiramente tomado por apurações do que foi saqueado dos brasileiros.

Cabe portanto, análise profunda sobre os valores disponibilizados para custeios em uma fase de imensas volatilidades, volume de negociações em apuros, rotatividade de capital circulante com pouca densidade, juros em processo de letalidades, progressões inflacionárias com focalização latente, promovendo sinais cristalinos de recessão econômica, transmitindo riscos medidos com incertezas incalculáveis.

 

Dácio Monteiro

daciomonteiro@yahoo.com.br

Bacharel Pós Graduado Ciências Contábeis

Taperoá-Ba, 02 Fevereiro 2016.

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