Mustafá Rosemberg-Expressão Poética

Ah! Estou no abandono pela sorte,

Quantas vezes sorri pra mim lembrando

O caminho bem limpo sem recorte,

Abrindo o leque do tempo cantando.

 

Nostálgico, pra que tempo com norte?

De mim se apagou, mas vou relutando,

Alvorada sem rumo mesmo forte,

Nada me anima fé debilitando.

 

Esses versos são, pois arrenegados,

Não mais afloram os mimos da terra,

Sonhos vetustos são animados.

 

As bênçãos sucedem-se são ungidas

Pelo amor de donzelas quando encerra

Doidice de amor quando estão sabidas.

*Publicado na edição impressa nº 598, do jornal Valença Agora.

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